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How’s my sPod buddy? | Henry e Anna

Virava a cabeça para ambos os lados, em negação, segurando um pouco o riso, enquanto cortava mais um pedaço de doce. Enquanto mordia e ouvia Henrique, imaginou quantas pessoas vazias ele já havia se deparado, aquelas que só se importavam com quem ele era ou quanto ele tinha. Em todos os seus não tantos anos vividos, ela havia conhecido várias pessoas daquele tipo, Anna interiormente as desprezava. Franziu um pouco o cenho, em seguida o dar de ombros estava sendo seguido pelo sorriso despreocupado. Eu não quero saber do Sr. Humphrey, ou do Henrique Humphrey, a quem eu deveria mesmo ter pesquisado na wikipédia antes de fazer uma reunião, mas… Eu quero conhecer o Henry, esse me parece muito mais divertido. Além disso, realmente decorou um artigo inteiro da wikipédia?!  perguntou rindo, com uma expressão debochada de um misto de “é sério?”, “quem faz isso?” e “isso é tão engaçado”

Tem certeza? Estamos conversando faz, eu não sei, sequer 1 hora, e você já me surpreendeu algumas vezes; posso dizer que você não é previsível. — assentiu, rindo. Respirou fundo, pensando no que poderia falar. Dessa vez, de verdade. Não fazia tantas coisas interessantes, viajara por lugares muito interessantes, por meia fração de segundo Anna conseguiu sentir-se até entediante, quando começou a falar qualquer coisa que lhe vinha a cabeça Você sabe, a garota problemática que inventa uma história maluca só por diversão e ainda acabou extorquindo um sPod de um pobre, talvez nem tanto, inocente— disse rindo e levantando as mãos em rendição, abaixando-as em seguida e expirando forte Tudo bem, essa não sou eu. É só… eu não sei bem o que falar. Eu cresci perto do Texas, uns problemas aconteceram, mas… eu gosto de dias quentes, do cheiro de plantas, de me divertir… e sinceramente, eu to amando esse sorvete. — disse dando outra colherada no pires ao lado do doce. Vou fazer uma pergunta mais fácil agora, do que você gosta? E, espera, não se mexe. Não estava brincando quando disse que não sabia comer direito em público— disse rindo, deixando a colher de lado e se aproximando tirando um pequeno resquício que havia em seu queixo. 

Abriu um meio sorriso afetuoso com as palavras dela. Se sentia extremamente feliz que alguém lhe dissesse aquelas palavras. Por vezes, era só o que queria ouvir, e mesmo assim as pessoas dispostas a dizê-las eram poucas. "Bem, eu espero que sim. Se eu for tão chato quanto esse tal de Henrique Humphrey eu não sei o que será de mim" brincou, fazendo cara de desapontado. Sorriu em seguida, com uma postura orgulhosa. "É, decorei. Na verdade as únicas atualizações que tem são na aba de negócios, então não é difícil acompanhar" deu de ombros. Era o tipo de coisa que só ele fazia, junto com falar árabe e ter trauma de tradutores. É, esse era o verdadeiro Henry.

"Bom ouvir isso. Espero te surpreender mais vezes" disse em um tom falsamente misterioso sorrindo travesso em seguida. Não havia muito nele que ele achasse muito wow que todo mundo já não soubesse, mas ele, por exemplo, se admirava com pequenas coisas e detalhes. Imaginou se Anna não seria assim também, e como seria divertido se fosse. Deu uma gargalhada gostosa quando ela citou a festa. Seria, com certeza, algo que ele lembraria por um bom, bom tempo.

Teve que segurar o impulso de perguntar que tipo de problemas havia acontecido à ela, mas achou que, se ela não havia citado, ele não deveria perguntar. Ele gostava de ter seu espaço, e por isso mesmo respeitava os dos outros. Sorriu admirado com a simplicidade que ela havia citado aqueles detalhes. Conhecia poucas (talvez nenhuma, pra ser sincero) pessoas que, quando solicitadas que falassem delas mesmas, citassem climas ou cheiros que a agradassem. Instantaneamente imaginou ele e Anna em um piquenique em um dia ensolarado como aquele num jardim. Com aquele sorvete, já que ela havia gostado dele.

Sentiu suas bochechas corarem quando ela se inclinou pra limpar o que possivelmente seria um pouco de sorvete no canto da boca, mas riu em seguida. "Bem… eu gosto de sinceridade. Gosto de detalhes. Mas, falando sério, eu gosto muito da cor azul. Me agrada. Música country, independente dos julgamentos que vou receber por isso" fez uma meia careta sorridente. "Gosto de cheiro de grama cortada e do som da natureza. Ouve pediu, fazendo silêncio e ouvindo o rio correndo lá embaixo com algumas andorinhas cantando. "É isso" deu de ombros, meio envergonhado. "Agora sério. Do que você não gosta?”

posted on July 25th   8 notes   via its-anna-wolf

{flashback} Join me in a boring thing? ○ Henrique & Alyssa

Alyssa definitivamente nunca foi uma garota como as outras, porque enquanto suas colegas e outras meninas de sua idade iam em festas se aprontando e maquiando, ela ficava em casa lendo ou ajudando sua mãe. No passado, ela nunca havia visto problema em não ser como as outras, tirando a parte que ela era nada social na escola sua vida continuava boa.

Mas no momento de se aprontar para a festa de Henry se sentiu encurralada. Não fazia ideia de como se maquiar toda bonita, ou o que estava na moda ou fora dela. Após sua ducha rápida, secou seus cabelos e os prendeu em um rabo que aprendera na faculdade ("fazer comida estando bonita também pode ser fundamental"), estendeu todos seus vestidos bons na cama e os ficou encarando. “Esse azul é tão bonito, mas eu uso tanto a cor azul…O branco parece que eu vou pra casar…Então vai esse vermelho mesmo” falava consigo mesma, e após se decidir vestiu o vestido e calçou o único calçado realmente bom que tinha. 

Pegou seu sPhone para ver a hora e se tocou que já passara bem mais de vinte minutos e ainda faltava a maldita maquiagem. Se xingou mentalmente de tudo que podia e se maquiou em tempo recorde. Desceu até  frente da casa quase correndo enquanto torcia para que nem seu irmão e nem seu primo estivessem em casa.

O motorista estava possivelmente irritado, mas ela o cumprimentou com um sorriso no rosto e em silêncio foram até o hotel. Agradeceu o homem e pediu desculpas por tê-lo feito esperar, e entrou no hotel tomando cuidado para parecer elegante. 

Procurou Henry por um tempo, sem sucesso, mas logo ouviu sua voz chamando, possivelmente, ela mesma, e sorriu se virando. Estendeu a própria mão deixando-o beija-la "Bela festa".

Sorriu olhando em volta como se para checar se a festa estava tão bonita quanto três minutos atrás, quando ele havia parado para realmente admirar o trabalho que haviam feito ali. "Pra combinar com você" disse, rindo em seguida. Era mesmo péssimo com cantadas, essa era uma de suas características mais marcantes. Admirava-se por ainda se arriscar a tentar, mas era Alyssa ali, ele não precisava ficar se controlando.

Ofereceu seu braço a ela e a levou até perto da mesa do ponche, onde o movimento estava menor. A música lenta que tocava era agradável, mas a pista de dança estava demasiadamente cheia para que fosse seguro e confortável chamá-la para dançar naquele momento. Então apenas serviu dois ponches sem álcool e entregou um dos copos de cristal para ela, sugerindo um brinde. "Obrigada por me acompanhar nessa coisa chata" disse, com um sorriso travesso.

Por um momento, considerou se ela havia ido porque queria ou por pressão. Seria extremamente constrangedor se ela não se divertisse, então disse a si mesmo que a faria ter uma noite divertida. "O que você estava fazendo quando te mandei a mensagem?" perguntou em um tom curioso.

posted on July 25th   5 notes   via alyssa-jepsen   Source

How’s my sPod buddy? | Henry e Anna

Preferiu apenas sorrir a responder-lo sobre se era ou não ironia, talvez em parte porque ela suspeitava de que ele soubesse, ou simplesmente gostava da ideia da dúvida dele, e por outro lado, não era totalmente ironia. Ela costumava a chamar os clientes da sua empresa de publicidade pelo sobrenome, era o habitual; mas, não conseguia sentir-se completamente profissional com Henry. Eles haviam conversado naquela festa e algumas poucas vezes depois dela, mas, era meio que impossível para ela levar-lo totalmente a sério. Ele era engraçado, relativamente lerdo e divertido, por mais que não o conhecesse muito, seria duro falar sem ironia ou sarcasmo nenhum de forma completamente formal.

Ficou um pouco surpresa enquanto ele a guiava pela cintura para fora da sala, mas, sequer protestou; ao mesmo tempo sentia-se animada imaginando que aquele seria o mais estranho e melhor “okay, vamos lá” da sua vida. Imagino que vou — disse sorrindo, um breve aceno com a cabeça. Tentou não pensar muito no que seria “a mesa do café da manhã” do dono do hotel, ainda mais porque antes estava acompanhado de “você vai ficar surpresa”. Acompanhando-o até o elevador e esperando até chegarem novamente ao térreo. 

O pavilhão era imenso, digno de um hotel daquele tamanho. Continuou seguindo Henry até onde seria a sua mesa, que já estava impressionantemente servida. Sentou-se na cadeira que ele havia puxado e deixou com que a empregada colocasse o guardanapo, sorrindo Obrigado — disse olhando para a mulher que saia e em seguida para Henry, agradecendo duplamente Sabe, acho que isso é muito melhor do que um café e um doce que iria sugerir para comermos na padaria — brincou, um leve dar de ombros em seguida. Atrás deles, havia um vista ampla da cidade, e apesar de ser um pavilhão de hotel, o que devia significar muita agitação e gente todos os dias em seus horários mais comuns, mas não aquela hora. Ainda assim, parecia deixar tudo ainda mais sereno A vista é incrível. Me lembra um pouco o meu apartamento de NY, mas, muito mais bonita— refletiu, cortando um pedaço de doce e pegando-o com a colher Então, Henry, o que mais eu deveria saber sobre você? — perguntou relaxadamente enquanto levava a colher com o doce a boca.

Optou por, ao invés de sentar na ponta como sempre, sentar de frente para Anna. Tal mudança fez com que duas empregadas viessem rapidamente mudar seus pratos e talheres especiais de lugar, e enquanto uma desfazia em dois segundos o nó na gravata dele, a outra colocava o guardanapo em seu colo. Era sempre assim: ele não fazia basicamente nada mais, nem tirar a própria gravata. Desabotoou o botão solitário do colarinho e abriu o botão do paletó, se sentindo mais confortável no mesmo instante. Sorriu sem graça para Anna pela cena nada humilde e montou seu prato com sorvete de creme e fatias de morango, kiwi e blueberries. Era o que sempre comia nas sextas, e mesmo assim toda aquela mesa era montada.

"A padaria é ótima" ele concordou cobrindo a boca com a mão. "Mas eu não sou a melhor pessoa pra comer em público" disse, com um sorriso envergonhado. O clima agradável e fresco estava bom para praticamente qualquer coisa, desde um piquenique no parque até um mergulho na piscina, mas não havia outro lugar que ele preferisse estar no momento. Observou Anna enquanto comiam despreocupadamente em um silêncio agradável.

Terminou seu sorvete e mesmo ainda sentindo um pouco de fome, se espreguiçou sutilmente e apoiou os cotovelos na mesa (ato que teria feito sua mãe surtar) apoiando a cabeça sob as mãos cruzadas. Assim que ela falou, direcionou seu olhar para a vista da cidade banhada pelo sol. "Se parece um pouco com minha sacada em Gales" comentou, lembrando-se dos meses que havia morado no país vizinho à Inglaterra. Sorriu travesso quando ela fez aquela pergunta, e não pôde conter uma risada baixa. "Legal ter perguntado Henry, e não Henrique ou Humphrey, senão eu começaria a citar meu arquivo da Wikipedia ou do IMdB. Eu decorei os dois" disse com uma expressão meio azeda, como quem não gostava da ideia. E não gostava mesmo.

"Você conhece o Henry" começou, pegando uma uva e comendo, enquanto pensava em o que deveria falar. Não era bom com aquelas coisas. “O desastrado que aparece de moletom em uma festa de gala, dá eletrônicos para desconhecidos em festas e odeia formalidades” disse, rindo. "Vamos lá, eu sou bem previsível. Mas me fale de você" pediu, com um olhar curioso.

posted on July 23rd   8 notes   via its-anna-wolf

How’s my sPod buddy? | Henry e Anna

Ainda sentia-se um pouco estupefata Anna instintivamente sorriu quando ouviu Henry chamando-a de Angal. Tinha boas recordações daquela festa, das coisas que havia falado e feito, algumas tão estúpidas quanto vergonhosas, mas, ainda assim divertidas. Era relativamente estranho ver o cara que havia bebido e acreditado na história boba dela cercado de assistentes assinando contratos milionários, ela sabia que ele tinha uma boa posição social pela facilidade com que havia lhe dado o sPod, mas, ainda um pouco intrigante. Pensando com mais cuidado, ela era uma publicitária renomada e séria naquela ocasião, quando anteriormente estava mais do que bêbada e enrolado um estranho. As pessoas sempre tem diversas facetas, e Wolf ficou curiosa em conhecer quais seriam as de Henry.  — Bem cheio de músicas, sr.  Humphrey , brincou, um leve tom de ironia na última palavra, sorrindo de canto. O abraçou de volta, um breve pensamento de “isso não acontece todo dia”, já que na maioria das pessoas com que trabalhara no máximo lhe faziam agradecimentos no final de tudo, saiu do abraçando sorrindo levemente, ainda achando um pouco incomum, mas constatando que  ele não era comum.

Ouvia com atenção enquanto mexia nos cabelos, tirando a presilha que segurava o cabelo castanho em um coque, passando os dedos entre  ele soltando-o, sentindo-se um pouco menos montada e formal. — Sou eu, na verdade tem mais algumas pessoas envolvidas da empresa, mas, eles — disse apontando pros engravatados que discutiam alguma coisa do contrato com Becky — pediram que eu tratasse desse projeto em especial e bla bla blá. Eu acho que vamos nos dar bem, e se não for contra alguma norma que você não esteja disposto a quebrar, que tal se acertamos as coisas aqui e fossemos em algum lugar comer alguma coisa? Acordei atrasada e to morta de fome — perguntou, uma das sobrancelhas se elevando levemente enquanto sentava-se em uma das cadeiras próximas.

Deu uma risada gostosa quando ela deu aquela resposta. Mal podia acreditar que já se passavam quase dois meses da festa de gala onde ele pagara aquele mico todo. Parecia outra vida. Honestamente, nem sentia falta do seu sPod. Claro que tinha comprado outro, mas tinha certo apego àquele em especial, e se surpreendeu consigo mesmo quando o deu para Anna com tanta facilidade, sem nem saber quem ela era. E não sabia mesmo, uma vez que ela estava fingindo o tempo todo. Outro, no lugar dele, teria ficado chateado. Mas ele, por outro lado, havia achado tudo muito engraçado e gostado de Anna logo de cara. Ela parecia ser exatamente o tipo de pessoa engraçada que se daria bem com ele, e por mais que tivessem se encontrado só uma ou duas vezes depois daquela festa por acaso, ele já sentia que eram amigos. Na medida do possível, claro.

"Isso foi ironia?" perguntou, bem-humorado. Estava acostumado com as mais diversas reações ao descobrirem quem era realmente Henrique Humphrey. Por conta de antigas experiências, ele havia aprendido a não falar. Algumas pessoas não reagiam nada bem a uma frase como "eu só tenho um cartão de crédito, e comprei meu jatinho com ele", "sou um dos 5 bilionários registrados no mundo" ou "to na lista da forbes de pessoas mais influentes do mundo com menos de 30 anos junto com o cara que descobriu a cura do câncer". Então quando as pessoas descobriam sozinhas ou por intermédio de algo, como era o caso, era sempre engraçado ver suas reações. Muitas vezes não acreditavam.

Viu levemente hipnotizado a morena soltar o cabelo comprido e deixar um pouco da formalidade de lado, mas se recompôs a tempo de ouvir o que ela lhe dizia. Sorriu com a proposta e, acenando para seu representante de Marketing que já tinha sua maldita assinatura, passou o braço pelas costas de Anna, a segurando pela cintura e guiando-a para fora da sala de reuniões. Nessas horas ele adorava ser o chefe. "Você vai ficar surpresa com a mesa de café da manhã que montam pra mim" a guiou pelo corredor até o elevador, onde apertou o botão do térreo. O pavilhão de refeitório era enorme, com mesas internas e externas e… a sua. Era uma mesa para seis pessoas, mas só ele comia ali. Ficava na varanda externa, com uma vista espetacular da cidade, lá embaixo da colina. Já estava posta com bolos, frutas, sucos, doces e toda a variedade de queijos e frios. Fez um gesto de "sinta-se em casa" e puxou uma cadeira para ela, vendo uma das empregadas se adiantar para colocar o guardanapo de pano no colo de Anna.

posted on July 23rd   8 notes   via its-anna-wolf

{flashback} Join me in a boring thing? ○ Henrique & Alyssa

Era a décima sétima vez que lia aquele livro e a vigésima segunda que escutava aquela mesma música, sim, Alyssa estava afundada em puro tédio. Lia cada palavra com cuidado, como se pudessem lhe ferir, relia as mesmas frases no mínimo três vezes. A voz do homem entrando em sua mente pelo seu fone de ouvido estava a deixando sonolenta e irritada, não aguentava mais. 

Fechou o livro e o jogou na sua mesa de cabeceira, arrancando os fones logo em seguida e afundando em seu travesseiro. “Ai que tédio cruel” disse para si mesma, com a voz saindo arrastada. Se levantou devagar pegando o livro e o arrumando em sua estante, pegou seu sPhone e começou a vasculhar ele a procura de um jogo muito legal que ela havia achado esses dias. Se sentia tão entediada que até a ideia de quebrar seu próprio recorde a animava um pouco. 

Jogou por uns cinco minutos, chegando a uma pontuação que dias atrás ela só conseguia com dez minutos de jogo, se sentiu bem e privilegiada por ser boa em algo que não fosse só comida. Foi quando o celular vibrou. A mensagem de Henry a fez dar um risinho leve, ela realmente havia interesse em conhecer mais aquele cara, pois a conversa que havia tido com ele naquele dia na padaria tinha sido ótima. Ponderou sobre o que responder, mas no fim decidiu aceitar a proposta, talvez a coisa chata nem fosse tão chata assim. "Claro, adoraria. Você me pega aqui ou eu vou aí?" apertou o botão de enviar e levantou-se da cama, indo direto para a ducha se aprontar.

Já havia trocado de gravata pelo menos três vezes (a azul era muito brilhosa, a cinza era muito previsível e a vermelha era muito chamativa; então acabou optando pela preta) quando se deu conta de que Alyssa muito provavelmente já teria respondido a mensagem. Espirrou seu perfume feito exclusivamente para ele nos pulsos e abriu sua caixa de relógios — seu único verdadeiro capricho depois dos carros, ele tinha pelo menos 50 deles — colocando o modelo prata de coqueteis e pegando o sPhone para responder a mensagem.

Considerou por longos minutos o que faria. Se passasse pela recepção, não conseguiria sair. Mas não deixaria que ela simplesmente se virasse, que tipo de anfitrião seria? Ele que havia feito o convite. Ficou olhando por um tempo a tela de mensagem e digitou um simples "um carro vai te buscar em 20 minutos", já indo na direção de seu telefone interno que dava diretamente na recepção. Solicitou que seu motorista buscasse Alyssa, dando o endereço que havia decorado, e saiu do quarto esperando que conseguisse ficar alguns minutos sozinho na festa.

25 minutos depois, sua mente estava uma bagunça. Ele não exercitava seu árabe a um bom tempo e o ritmo da conversa estava mais lento do que ele gostaria. Ele adorava os caras, na verdade. Eram animados, engraçados e bons de negócios. O que ele detestava era o idioma. Não sabia se preferia se virar e falar árabe ou ouvir o sotaque insuportável do inglês deles, e por isso se pegava fugindo deles vez ou outra. Já estava prestes a desistir de conversar quando viu Alyssa entrar. Estava linda. Provavelmente ainda não o tinha visto, e por isso não se deu o trabalho de disfarçar o olhar que direcionava à ela. Sorriu abobalhado e foi até ela, estendendo-lhe a mão em um gesto cortês e fazendo uma pequena reverência. “Posso?” perguntou, já se inclinando para beijar a mão da garota.

posted on July 23rd   5 notes   via alyssa-jepsen   Source

{flashback} Join me in a boring thing? ○ Henrique & Alyssa

Henry não estava nada - nada - animado para o coquetel que teria à noite. Esses eventos aconteciam sempre no hotel, mas ele, como sempre, preferia ficar em seu quarto. Mas aquele em especial ele não podia sequer cogitar a hipótese de faltar: seus sócios árabes estavam vindo conhecer o projeto do novo resort que ele gostaria de fazer em Dubai e, claro, queriam uma festança bancada pelo senhor Henrrrík com o senhor Henrrrík porque o senhor Henrrrík tinha que participar mais das festas. Ele odiava o sotaque daqueles caras. Talvez fosse esse o motivo pra ele ter aprendido a falar árabe de vez.

Estava usando seu terno enquanto, jogado na cama da suíte presidencial que ficava cada dia mais parecida com um apartamento fixo, jogava no sPhone. Estava pensando em que tipo de desculpa seria suficientemente aceitável para fazê-lo poder faltar, mas não encontrou nenhum. Jeff, seu assistente, havia insistido com todas as palavras que ele fosse. E fosse de boa vontade, uma vez que o resort só seria aprovado se aqueles caras se divertissem e sentissem que ele também estava se divertindo.

Mas ele não iria se divertir sozinho.

Instantaneamente, seu pensamento voou para Alyssa, a garota dos cookies. Havia se tornado amigo dela dias atrás quando fora na padaria à procura de donuts. Os dois haviam sentado para comer cookies e conversado como velhos amigos fariam. Ele havia gostado dela. E por algum motivo teve certeza de que se ela fosse a acompanhante dele, as coisas não seriam tão ruins. Por isso, fechou o jogo que ele perdia miseravelmente e dedilhou rapidamente uma mensagem para a morena. "Sei que nos conhecemos tipo ontem, mas queria muito que você me acompanhasse numa coisa chata. O que me diz?" releu e, já ansioso pela resposta, apertou o botão de enviar.

posted on July 21st   5 notes

How’s my sPod buddy? | Henry e Anna

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Anna dormia calma e relaxadamente quando ouviu o sPhone tocar escandalosamente, atendeu exasperada e saiu da cama as pressas escolhendo algo em seu guarda-roupas. Havia esquecido da reunião daquela manhã, seria com uma grande empresa de hotéis, no fundo cobrava-se um pouco por ter esquecido, já que havia passado algumas noites em claro procurando algo revolucionário no fundo de sua mente. Tirou do cabide um vestido preto tubo e sapatos altos, prendendo os cabelos em um coque enquanto pegava as chaves de casa e saia. 

Enquanto saia, encontrou o táxi estacionado e entrou, indicando o endereço anotado para o motorista. Vendo a vista pela janela, “apreciou” o breve passeio até o hotel, onde avistou Rebecca logo que entrou. Ela tinha alguns relatórios e contratos nas mãos,  junto com seus milhares de telefones para caso precisassem de comunicação com alguma das filiais. Sem muita conversa, foram até um escritório no 3º andar, onde várias pessoas a aguardavam. 

Começou a apresentar seu projeto para a rede de hotéis, tentando manter tudo o mais organizado e correto possível. Finalmente havia terminado, aquela sensação de dever cumprido se espalhando. Todos na sala pareciam estar bem otimistas e entusiasmados, o que significava um bom trabalho. Enquanto pedia a Becky que apresentasse as propostas, perguntou pra um dos senhores, tendo notado desde o início que a cadeira colocada na ponta da mesa estava vazia — Então, eu gostaria de saber, com quem eu deveria falar para fechamento do contrato? — perguntou, evasivamente, ouvindo alguns múrmuros. Ele não havia chego. Ela havia apresentado pros sócios ou assistentes, mas, o cara em si não havia chego. “Merda, merda…" pensou, sentindo um rubor leve se espalhando pelo rosto e em seguida deu um sorrisinho falso. Sentou-se novamente e começou a pensar porque um cara daquele tipo ainda não teria chego. Conferiu o relógio e percebeu que estava na sala a pelo menos 45 minutos. Quem seria ele? Um velho magnata? Estaria viajando e esqueceu de cancelar? Estaria na cama com uma mulher loira e linda no maior estilo atriz pornô? Anna teve uns 5 minutos de tentativa de adivinhação, quando percebeu mais alguns múrmuros, levantou-se rapidamente e tentou sorrir, mas pareceu muito mais surpresa do que irritada; quem havia acabado de entrar era Henry.

Henry havia passado a noite rabiscando. Não era arquiteto, mal sabia desenhar uma planta, mas a ideia de SPA que ele havia tido era sensacional demais para esperar pela manhã quando ele poderia chamar o arquiteto e ir falando enquanto o outro desenhava. Ele tinha certeza de que se não fizesse aquilo na hora em que a ideia veio, ele nunca mais conseguiria se lembrar de todos aqueles detalhes. Então mesmo sendo um péssimo desenhista, pegou folhas de papel e começou a rascunhar plantas e anotações sobre como seria o novo projeto, pendurando tudo no mural da parede. No fim, ele tinha 26 plantas e 5 páginas de anotações. Sequer percebeu que já eram sete da manhã e o sol já brilhava lá fora.

Então não foi exatamente sua culpa não ter acordado com o despertador que o acordaria para a reunião de market da empresa. Ele tinha representantes para aquilo, e por mais que a palavra final fosse dele, ele confiava na palavra dos caras que trabalhavam há anos com ele, e não precisaria descer. Tinha planos de dormir até pelo menos quatro da tarde sem nenhuma preocupação. Havia trabalhado mais naquela noite do que nas últimas três semanas, e merecia um descanso.

Só que seus representantes não pensavam assim.

E foi por isso que, às duas da tarde, ele estava com a maior cara de sono possível, andando a passos apressados para o terceiro andar enquanto tentava fazer um nó decente na gravata. Àquela altura a reunião já deveria ter acabado, e ele planejava chegar lá, assinar o contrato e voltar a dormir.

Não percebeu de início, porque estava ocupado arrumando (bagunçando) o cabelo. Ouviu alguns suspiros de alívio dos caras responsáveis por interromper o sonho mais maluco que ele já teve na vida, e levantou o olhar, com a cara séria que só usava em reuniões, quando fingia ser um empresário culto. Avistou Anna, em roupas completamente formais e uma expressão levemente nervosa. No mesmo instante, relaxou a postura e arqueou a sobrancelha sorrindo travesso. "E aí, Angal? Como vai meu sPod?" perguntou completamente informal, indo até ela e a abraçando. Imaginou se tinha liberdade para isso, mas já o tinha feito. "Você é a responsável pela campanha? Isso é no mínimo interessante. Vou adorar trabalhar com você" sorriu desabotoando o botão único do paletó e se jogando em uma cadeira rotativa.

posted on July 18th   8 notes   via its-anna-wolf

This Is How We Do ♡ Blunt & Humphrey

Jasmine tirou o cabelo de seu rosto, acariciando. Ela adorava mexer no cabelo, ainda mais quando ele acordava macio e fabuloso. “Negócios?” Franziu a testa, com um olhar meio duvidoso. “Você, o graaaande Henrique, o cara que tem uma rede de hotéis por todo o mundo não tem uma equipe de tradutores?” Jamie franziu os olhos. Se fosse uma pessoa diferente, ela acharia que fosse mais uma maneira de estar um passo a frente das pessoas normais, mas Henry não era daquelas. Não entendia porque ele se dera ao trabalho de falar até Árabe. Tudo bem, conhecimento era legal e tudo o mais, mas árabe?

A morena deu de ombros. “Well, só um legista de Hidden teria tempo pra jogar pinball. Um dos menores índices de morte nos EUA. Claro, um ou outro que morre de velhice ou um acidente perto daqui, mas, nada fora do comum.” Disse, simplesmente. Apostava que tinha uma máquina de pinball no IML de lá, mas uma visita estava completamente descartada. Jasmine odiava ficar no mesmo lugar que gente morta, sendo hospital, cemitério ou qualquer coisa parecida.

Sua risada foi mais alta que as anteriores. “Califórnia! Seria um lugar melhor pra se viver sem, you know, todas aquelas pessoas com câmeras seguindo qualquer subcelebridade.” A garota deu de ombros novamente. “Eu amo a Califórnia.” soltou, pela primeira vez na vida. Ali, no meio da apresentação da sua banda favorita com um dos caras que mais apareceu na Forbes e só o que ela podia pensar era em sua casa e como Alec adoraria ver aquilo. Bloody hell, ela pensou, eu estou ficando emotiva. “Como? Deuses, não!” o assunto casa foi esquecido no mesmo momento, arquivado com todas as memórias que a deixavam meio estranha. “Supondo que você tem uns 25 anos, contanto a partir dos 18, você ficou só sete anos realmente na ativa?” ela estreitou os olhos de novo. “Eu não posso acreditar que não houve nenhuma transgressão a qualquer lei da vida antes da maioridade. Vaaaamos, conta, se não vou puxar a sua ficha criminal.” Ameaçou de brincadeira. Depois de toda uma confusão com as memórias, tinha orgulho de saber fazer uma boa ficha da pessoa, acessando todos os dados disponíveis. Se ela se dedicasse mais, talvez conseguiria até hackear algum arquivo do governo, por mais que aquilo desse prisão automática. Está aí, uma das minhas metas de vida, pensou, Instalar uma barreira que impeça os outros computadores de achá-la. Era uma boa ideia, mas completamente impossível.

Arqueou a sobrancelha de forma meio você-se-surpreenderia-se-soubesse, e deu uma pequena risada. É, não conseguiria fugir da história dos tradutores. Na verdade… Ah, não era bem uma história. Nem ele sabia o motivo. Era na verdade uma mania boba, um dos caprichos que por mais que ele controlasse, estavam ali. “Graaaaande Henrique me assustou um pouco” ele riu-se, coçando a nuca. “Mas é, eu tinha uma equipe até começar a me sentir dependente demais e a ter meu ego ferido, aí aprendi todas as línguas com as quais eu tenho que lidar na minha rotina e é isso” deu de ombros. "Me livrei dos tradutores" não podia ver sua expressão no momento, mas imaginou que estaria meio maníaca, e riu por isso.

Parou para pensar um pouco. Realmente aquela cidade era bem parada criminalmente falando. E isso era bom, muito bom. Mas imaginou como era para quem trabalhava naquela área. Deveria ser mais ou menos como ele se sentia no dia a dia, e sentiu pena dos legistas e policiais da cidade. “Melhoraria se eu trouxesse o Sr. e a Sra. Smith pra cá?” perguntou brincando. Não queria ninguém morto, mas também achava que um pouco de agitação não seria uma coisa ruim. Havia crescido em Boston, e vira de tudo, inclusive ataques terroristas a uma maratona; e era estranho pensar que nada de ruim acontecia ao seu redor. Nada pode ser tão perfeito, pensou.

Acompanhou a risada da menina. "Subcelebridades como eu?" perguntou arqueando a sobrancelha em desafio, no maior estilo pense-bem-no-que-vai-responder-mocinha. Havia passado pela Califórnia algumas vezes, em algumas festas e coisas do tipo, mas nunca realmente desfrutado daquelas praias tão tentadoras que só perdiam para duas ou três que ele havia visitado com o passar do tempo. Foi pego de surpresa pela pergunta dela e sorriu tímido. "Wow. Vou adorar deixar você pensando nos 25" disse com uma gargalhada, e se virou de costas para o palco, apoiando os antebraços na grade.

Pensou um poco em qual seria uma resposta aceitável. Nem ele se lembrava direito do porquê nunca ter feito as merdas da adolescência quando estava na fase, mas supôs que tinha algo a ver com a mãe e a condição financeira deles. “Eu não tenho ficha criminal” disse, meio assustado, como se fosse óbvio. "Por que eu teria uma?" questionou, imaginando se todo mundo tinha uma, menos ele. Costumava acontecer com frequência. “Mas olha, eu aprontei bem pouco mesmo. A maior parte da minha adolescência foi ajudando minha mãe a manter a casa, então não tive tempo pra ser um bad boy” fez uma careta e riu, imitando a postura de um dos tantos bad boys que havia conhecido em sua vida. "Culpe a minha abstinência alcoólica por isso, e tantas outras coisas também" disse.

posted on July 11th   10 notes   via beautyblunt-rp

Let me thank you || Henry and Alanna

Assentiu lentamente. Outro dia. “Nesse caso, você me deve um strip" a piscadela retribuía o sorriso do homem, que, na falta de descrição melhor, era de tirar o fôlego. A proximidade era tanta que Alanna conseguia sentir a respiração quente dele tocar sua face, e a risada soar ainda mais cômica. 

Enquanto andavam tão próximos quanto antes, a loira proibiu-se de pensar. Não que a situação precisasse de alguma sanidade, mas o álcool só fazia com que seus pensamentos ficassem confusos e vagos, então decidiu que seria melhor mantê-los longes. “Se abrisse a porta para mim, eu esperaria um buquê de flores ao amanhecer" ela riu e bateu palmas quase que ironicamente pelo gesto "Não tem tempo parar abrir a porta, mas tem tempo pra fingir ser um dublê? Ok, tenho que assumir que impressionou" a risada continuou até que ela enfim abriu a porta e entrou, sentando no banco enquanto o esperava.

Riu levemente balançando a cabeça. A ideia de outro dia soava boa para ele. Um strip nem tanto, já que nunca havia feito um; mas algo o dizia que não seria impossível. "Buquê? As pessoas ainda dão isso de presente?" perguntou ironicamente antes de entrar no carro e bater a porta, vendo ela fazer o mesmo. Parando para pensar, ele havia chegado à conclusão de que nunca havia dado um buquê de flores na vida. Talvez não fosse tão cavalheiro quanto pensavam que era.

Riu já com a chave na ignição e olhou pra ela, dando-lhe um selinho. "Não sabia? Ser um dublê é meu emprego de meio período" brincou, saindo com o carro. Amava o fato da cidade não ter mão e contramão, e por isso o caminho havia sido mais fácil do que imaginou que seria. Embora cada vez que olhasse para Alanna, o caminho parecia se estender um pouco mais apenas para torturá-lo. Chegando na frente do Hotel, saiu do carro e andou a passos apertados até a porta do carona, abrindo a porta para a loira e jogando a chave do carro para o manobrista. Sorriu malicioso e guiou-a pela recepção até os elevadores, entrando em um que por sorte estava ali e vazio. Tirou a chave que liberava o elevador até sua cobertura privativa e se aproximou dela lentamente, com o olhar carregado de segundas intenções. "Fico me perguntando se isso tudo não é loucura demais" disse, mas, contrariando a si mesmo, a beijou contra a parede do elevador, tateando em busca da entrada da chave e a encontrando segundos depois; ouvindo o elevador subir.

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Life’s to short to be serious; Henry and Jenna

Só agora Jenna tinha se dado conta de que Henry era rico. Incrivelmente rico. Agora ela se perguntava se era a única que passaria fome se ficasse um mês sem receber seu salário dentro do seu grupo de amigos. Helena era rica. Tom e Will eram muito ricos. E John Merlyn, apesar de sua ocupação, sempre tivera um jeito de quem era ou fora rico. O terno que ele usara na festa anterior indicava isso. As bebidas que ele bebia também. Suas maneiras da mesma forma. Quem era aquele cara?

Ela acordou de seus devaneios e olhou para Henry. "Eu? Não, não. Estou de folga. 100% liberada para fazer o que eu quiser, contanto que seja lícito. Meu considere uma civil." Ela despejava as palavras. Era uma mania que havia começado quando chegara na cidade. Talvez uma forma de disfarçar o sotaque, ou porque geralmente tinha que fazer tudo rápido ultimamente. Sorriu amigavelmente depois de falar. Fixou seu olhar no seu copo, depois no dele. Assim que ouviu o que Henry disse, a londrina estendeu o copo que segurava para ele, com a outra mão já pronta para pegar o seu. "Gimme that." Falou, puxando o objeto e tomando um longo gole. Não gostava muito de coquetéis, mas aquele era com vodca, então era aceitável. "Como consegue?" Perguntou, com real dúvida em seu olhar. Claro, Jenna bebia demais por realmente ter problemas com alcoolismo, bebia para esquecer mais ainda, e para sentir a conhecida sensação de dormência. Só assim ela realmente conseguia relaxar. "Não bebe nem vinho?"

Teve a leve impressão de estar sendo estudado por Jenna, mas deixou passar. Acharia engraçado se estivesse, até porque estava acostumado com pessoas perguntando, e não tentando adivinhar algo sobre ele. Talvez fossem os hábitos de policial. Imaginou o quão legal seria ser xerife, e desistiu na mesma hora: sabia que não teria paciência e nem jeito pra coisa. Admirou Jenna no mesmo instante por manter a cidade em ordem. Embora não fosse uma cidade agitada, ele sabia bem que sempre tinha alguma coisa para consertar.

"Poxa vida, lícito? Isso estraga meus planos" brincou fazendo bico, e rindo em seguida. Claro que não tinha nenhum plano ilícito, e parando para pensar ele tinha quase certeza que nunca tinha feito nada fora da lei, mas achou graça da afirmação da loira. Bom, ele não era policial, mas também não faria nada ilícito. E sabia que ninguém mais ali faria, graças à segurança reforçada que havia contratado.

Bebeu um longo gole de sua bebida certa dessa vez, sentindo o doce invadir sua garganta daquela forma agradável e gostosa que era completamente o oposto do que sentia com o álcool, mesmo que fosse uma dose pequena no meio de uma batida como aquela. Ergueu os olhos e abaixou a mão com o copo, pensando. “Eu simplesmente odeio o gosto dessa coisa” apontou para o copo dela como exemplo. "E não vejo porque ignorar isso como um monte de pessoa faz porque ficar bêbado é legal. Tipo, eu consigo me divertir completamente sem álcool, não faço questão" disse, dando um sorriso tímido em seguida. Era careta, sabia disso, mas não beberia para se sentir mais descolado. Pensou um pouco. Bebia vinhos em jantares chiques, mas também não fazia questão. Olhou novamente para ela. "Não se eu puder evitar" sorriu, se virando para o palco para ver um show começar.

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